terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Entrevista com Ricardo Pavão



Kalísley entrevistou o ator, cantor, músico, diretor de televisão, diretor de teatro e diretor musical, Ricardo Pavão. Na TV já atuou em diversas novelas e minisséries da Rede Globo como Passione, O Profeta, Bang Bang, Cobras & Lagartos, Belíssima, A Casa das Sete Mulheres e atualmente faz uma participação em Malhação e na Rede Record, como Bela, a Feia e Chamas da Vida. No cinema seu último trabalho foi em Tropa de Elite 2.

Kalísley: Como iniciou sua carreira de ator?
Ricardo Pavão: Por acaso, tocava em uma peça e um dia um ator faltou e de tanto ver eu sabia o papel, entrei e o substituí.

KR: Qual a diferença de atuação no teatro e na televisão? E qual você mais gosta de fazer?
RP: No teatro a história é contada inteira durante o decorrer do espetáculo e, portanto você como ator vivencia em uma hora e pouco, toda a gama de emoções, sentimentos e inteligências do personagem, não sendo tão fragmentado como na TV, outra diferença é que no Teatro, o corpo do ator é muito mais solicitado a expressar, já que não tem “close” pra você resolver no olhar, Ih! As diferenças são muitas
Gosto de fazer os dois igualmente.

KR: Como começou sua parceria musical com Chico Buarque?
RP: Como quase tudo na minha vida, por acaso.
Eu fazia parte de um grupo de Teatro Infantil, e éramos bem conhecidos no meio Infantil e de alguma maneira nos especializamos em fazer adaptações de livros infantis. Pois bem o Chico Buarque lançou um excelente livro para crianças chamado “Chapeuzinho Amarelo” o Zeca Ligiero que hoje dá aula na Unirio, participava desse grupo e fez uma adaptação para Teatro do livro. Eu e Chico lá fizemos as músicas a partir do texto do livro e o interessante é que não mudamos nem acrescentamos uma palavra ao que estava escrito, foi um exercício de composição bem interessante.
A peça ganhou todos os prêmios infantis do ano e até virou um disco, um disco de vinil que na época não existia CD.
O Chico Buarque viu, ouviu e disse que gostou.

KR: Como diretor e produtor, gostaria de saber quais trabalhos mais importantes que dirigiu e produziu?
RP: Nossa!  Isso é muito complicado de responder, porque vou esquecer-me de algo com certeza, Talvez como diretor toda a série de espetáculos que fiz fora do Brasil na Itália e em Portugal sobre cultura Brasileira, como ator o espetáculo de maior sucesso talvez seja o “Cabaret Valentim” a primeira montagem, mas o que mais gostei de fazer em Teatro fechado foi o grande fracasso “Morrer pela Pátria” um estudo sobre o Fascismo no Brasil e encenada no Teatro Vila Lobos.

KR: E qual o papel mais significativo que já realizou como ator?
RP: Acho que o que mais gostei de fazer foi o delegado de “Chamas da Vida”, me diverti muito fazendo.


KR: Como surgiu a idéia do produzir o CD “Colado na Alma”? As músicas são de sua autoria?
RP: Repetindo-me, foi também por acaso, comecei a gravar umas músicas sem a menor pretensão e algum tempo depois (anos depois) tinha um CD nas mãos, só restou editar e prensar.

KR: Como começou a banda “osKaraveYo”?
RP: Na verdade não foi por acaso, mas foi muito naturalmente... Nós tocávamos juntos principalmente eu e o Bida Nascimento e o Sergio Meireles, há muitas décadas, mas sempre em trabalhos dos outros ou em encomendas, peças, etc.., Nos fizemos juntos um grande Bandão a “SouRio” que fazia uma mistura de Bossa Nova, Soul, Samba Duro e Rock, algo que hoje está muito na moda, esse balanço Seu Jorge, Simoninha e por aí vai. Mas a Banda tinha 13 pessoas só de percussionistas tinha fixo 06, e às vezes nos apresentávamos com 30 elementos.
“Era difícil paca vender um Show, a banda acabou e nós três resolvemos fazer um trabalho mais acústico, mais cantado, mais “Crosby, Still and Nash” e assim pintou OsCaraVelho” e depois por questões de patente de nome artístico tivemos que mudar par “osKaraveYo” com esse KY safado assim mesmo.
E claro a razão do nome é que somos todos acima de 50 anos, somos uns velhinhos bem sapecas, nosso show a gente define como “Rock de Mesa” ou “Roda de Blues”, onde o que vale é a festa já a música nem tanto...

KR: Você tem feito muitos shows?
RP: Toda semana graças a Deus. Principalmente na praia da Macumba ao ar livre ali no quiosque do RUBINHO, próximo a rua 5W quase no fim das praias do Rio, um ponto lindo e cheio de boas vibrações, coisa antiga esse negócio de vibração, né...

KR: Quais os objetivos que ainda pretende alcançar em sua carreira?
RP: Como acho que já deu pra perceber, não faço muitos planos na carreira não, prefiro seguir os acontecimentos sem muitas expectativas, mas gostaria de trabalhar na abertura da Olimpíada, pois tenho muitos trabalhos desenvolvidos fazendo grandes espetáculos na linguagem Etnocenológica. Um teatro do movimento e não da palavra que às vezes é muito restritiva.

KR: E quais seus novos projetos?
RP: Comprar uma casa de frente para o mar... E ficar vendo as ondas e o vento.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Entrevista com Alexandre Carlomagno

O ator Alexandre Carlomagno comenta sua carreira

Começou no teatro no interior do Paraná em 1997. Já no Rio estudou no TABLADO e se formou em Jornalismo na Universidade Gama Filho. Na TV, participou da novela O Clone e de alguns episódios de Linha Direta, Zorra Total, Caras e Bocas e Turma do Didi da Rede Globo, além de Floribella na Bandeirantes. Também participou do programa A Casa dos Artistas - Protagonistas de Novela, do SBT. Comenta que A Casa dos Artistas, foi um divisor de águas em sua carreira. Era um programa direcionado para atores, pois tinham aulas de interpretação, canto, dança e circo, também aulas com o Paulo Autran, Nilton Travesso entre outros. Foi um reality, com uma proposta diferente dos que estamos acostumados a assistir. Tinha um propósito de carreira, onde Alexandre foi finalista e recebeu como prêmio uma participação na novela Esmeralda. “Foi inesquecível. Já havia participado de vários espetáculos de teatro e feito algumas participações em novelas, mas após o programa, foi que consegui ter meu primeiro contrato na televisão e papeis mais consistentes” diz Alexandre. Ainda no SBT atuou na novela Cristal onde foi recordista de cartas da emissora e no programa humorístico Sem Controle.
Acredita que teatro e televisão são linguagens completamente diferentes. “No teatro você tem o calor humano, a resposta imediata. Na tv o ambiente é mais frio. É uma industria, com muitas coisas envolvidas. Minha paixão e preferência é pelo teatro. Acho que o lugar do ator é no palco. Isso não significa que não gosto de televisão, ao contrário. Como disse, é outra linguagem, e também sou apaixonado. Tem seus encantos. Acho fantástico e mágico” revela Carlomagno.
No Teatro, Alexandre já atuou em mais de 10 espetáculos, e fica emocionado ao lembrar-se de quando ganhou o premio de ator revelação do festival do Paraná em 1999, com o espetáculo '' A Casa do Terror'' do João Luiz Fiani, um dramaturgo de Curitiba.
“Ser pai é um amor simplesmente incondicional. Só quem realmente passa por essa experiência, entende isso em sua maior amplitude. Estou vivendo cada momento disso, indescritível” revela Alexandre sobre seu primeiro filho de um ano de idade.
Seu novo projeto para o teatro é o espetáculo ''Memorias de Embornal'' que terá a direção do Jackson Antunes. Foi uma peça que o Jackson fez há muitos anos. “Um monólogo fantástico e emocionante. Ele me convidou para fazer esse texto e aceitei imediatamente” diz Alexandre que com esse espetáculo pretende viajar pelo Brasil.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Entrevista com Taty Gomes

Taty Gomes, da ex dupla funk “A Princesa e o Plebeu” comenta sua carreira solo

Comemorando cinco anos de carreira, Taty Gomes tem o perfil um pouco diferente das funkeiras que estamos acostumados ver por aí. Ela é nascida e criada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro e é formada em psicologia e pós graduada pela Faculdade Federal do Rio de Janeiro em terapia de família. Porém decidiu largar sua profissão e seguir sua vocação. Contou para o Jornal Zona Sul que tudo começou com uma brincadeira quando estava assistindo um show de funk em uma boate da Zona Sul, quando comentou que iria começar a cantar funk em tom de brincadeira, porém tinham produtores do meio funk no local e quando ouviram o que falou, gostaram da idéia. No dia seguinte marcaram uma reunião, foram para estúdio, testar sua voz, buscar repertório e aí a brincadeira virou coisa séria.
Após ter desfeito a dupla “A Princesa e o Plebeu”, Taty segue carreira solo, e já gravou uma musica com o amigo Daddy Kall que inclusive está produzindo outra música nova da cantora, que é de autoria dele também, o nome é "Ele treme comigo". Taty já fez duas turnês pelos EUA, mas comenta que a última foi mais especial por já estar com a carreira solo e ter conhecido Las Vegas. Em 2010 fez uma maratona de mais de mil apresentações, e diz que vem muito mais para 2011.
Ela também é mãe de família, e tem dois filhos. Contou que o filho de 11 anos sofreu um pouco no começo porque estava acostumado com a mãe psicóloga, mas que hoje já entende e sente orgulho, faz questão que ela cante nos seus aniversários. Ela que também já foi capa da Revista Playboy diz: “conversei bastante com ele, preparei a cabeça dele, para entender que era um trabalho bacana e que era para benefício da nossa família. Ele entendeu. Tenho sorte, meus filhos são especiais e a menorzinha de 5 anos é toda orgulhosa da mãe.”
 Como psicóloga trabalhou por três anos atendendo em consultório particular além do estágio dentro do Instituto de Psiquiatria da UFRJ. “Eu amava o que fazia. E acho que fazia bem viu (rsrs)? Mas depois que subi no palco pela primeira vez, o meu lado narcisista falou mais alto que o de psicóloga e aí acabei optando pela música. Às vezes sinto falta sim”, confessa Taty Gomes, que acha fascinante trabalhar com pacientes psiquiátricos e aprendeu muito com eles, mas o carinho que recebe dos fãs, a energia que sente no palco é tão mágica que tem certeza que fez a opção certa e é muito feliz hoje fazendo o que faz.
Até o meio do ano promete estar com o CD solo pronto, pretendendo viajar ainda mais o Brasil, e depois gravar seu DVD ao vivo.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Entrevista com BRita BRazil

BRITA BRAZIL FALA DE SEU PERSONAGEM FLORA PRÓPOLIS NA ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO E SEU NOVO TRABALHO

  Márcia Brito ou BRita BRazil como prefere ser chamada é atriz, cantora, compositora,
bailarina, poeta, modelo, defensora da natureza, animais e da cultura indígena. Na TV, participou dos programas Viva O Gordo, Chico City, Os Trapalhões, Sítio do Pica Pau Amarelo, Turma do Didi dentre outros. Ficou conhecida com a personagem Flora Própolis do programa de televisão "Escolinha do Professor Raimundo" e já foi apresentadora do Fantástico. No Teatro já atuou em 9 espetáculos teatrais. E no cinema em quatro filmes.

 
Começou sua carreira artística como modelo, sendo a primeira top model do Brasil, e com mais trabalhos realizados. Aos 13 anos conheceu um índio de 6 anos em Araruama, no qual ficou muito interessada, então começou a ler sobre a cultura indígena ficando apaixonada. Para ela era fácil fazer fotos e comerciais, pois queria ter mídia e fama para pode falar mais sobre os índios. Depois começou a estudar dança e atuação, levando assim muito da história dos índios pra mídia. BRita revelou que até hoje dorme em rede e come em cuia.
 
No monólogo “Versos em Movimento” escrito e dirigido por BRita , é um resumo de tudo o que faz, onde canta e dança durante a peça. Sendo um trabalho de grande realização profissional: “é muito prazeroso escrever pra si mesmo. Esse espetáculo fala sobre amor, ecologia e planeta. Você sai em estado de paz, elevação do seu melhor, como se fosse um sonho em camera lenta” conta Brita que pretente voltar em cartaz aqui no Rio.
 
Hoje se considera uma ativista da luta a favor da natureza, direitos dos animais e cultura indígena. Acredita que a natureza e os animais são melhores que os humanos, pelos requintes de maldade e estratégias dos homens em relação aos outros seres, sendo que o ser humano é que está atrapalhando tudo por ser mais atrasado e inferior.
 
Apesar de ter sido destaque do Carnaval 2010, na Porto da Pedra, homenageando o estilista inglês MCQUEEN, onde achou impressionante e de emoção incrível diz não ser carnavalesca e que não pretende desfilar novamente.
  Acredita que o trabalho mais relevante em sua carreira artística foi Flora Própolis da Escolinha do Professor Raimundo, pelo reconhecimento que teve do público e nos conta como teve essa oportunidade. BRita já trabalhava na Globo nos Trapalhões e em diversos programas da Rede Globo,  quando foi convidada pra fazer uma peça de teatro chamada “Plumas e Paletós” onde faziam a Escolinha, com Nizo Neto, Tássia Camargo, Rogério Cardoso e Plonka,  com direção do Chico Anízio. Durante a temporada começou a namorar com Nizo Neto, filho de Chico Anízio. Depois de casada com Nizo em um almoço de família, Chico Anízio disse que estava com dor de cabeça e ela indicou um chá, e exercícios, coisas naturais, então ele disse: “Viva a Natureza” e assim surgiu a idéia de escrever a personagem Flora Própolis para BRita, sendo assim esse seu bordão.

BRita conta que o problema em fazer televisão é a publicidade, que gera o consumo exagerado. Pois os atores são pagos pelos comerciais que geralmente são contribuidores da destruição do nosso planeta. Admite que seria mais fácil voltar à televisão se não tivesse essa consciência ecológica. Porém diz que ainda precisa e deseja alcançar a fama novamente, mas através da música, para assim poder ter uma voz mais ativa na sociedade e ser porta voz de coisas boas através da arte.
  Seu novo projeto trata-se de seu terceiro CD a ser gravado totalmente em inglês, todas as músicas de composições da própria BRita, sendo jazz, blues e bossa nova. O CD será gravado aqui no Brasil e nos Estados Unidos, onde pretende lançar no final de abril seu CD e depois vir novamente para o Brasil divulgar sua música.
 
Dia 26 de Janeiro fará um show intitulado “ATREVIDA”, sendo voz e violão, onde já pretende começar a divulgar suas novas músicas.
 
 
Para saber mais informações sobre BRita BRazil: www.britabrazil.com
  E para quem quiser rever ou então conhecer o trabalho de BRita, a Escolinha do Professor Raimundo está sendo reprisada todas as noites às 20:30 na TV Viva.



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Entrevista com André Teixeira

Kalísley entrevista André Teixeira, ator, diretor e humorista cearense. Com o espetáculo "Franquia de Comédia" foi eleito pelo circuito carioca de humor, como o melhor show solo de humor de 2010 do rio de janeiro. Já participou em mais de 100 montagens teatrais, e fez participações em séries, minisséries, e novelas da rede globo e da Record. Em 2010 também foi o 1° humorista a se apresentar em Barcelona/Espanha com um show de stand-up comedy.



Quando você conheceu a comédia stand up?
André:conheci a comédia stand up assistindo filmes de comédia americano.em alguns filmes existia cenas de stand up comedy inseridas. Eu sempre achei o máximo você subir no palco sozinho, pegar um microfone e começar a arrancar gargalhadas do público.
  
Como você cria seus personagens?
André:na maioria das vezes nós acabamos, meio sem querer,colocando uma coisa ou outra de pessoas do nosso convívio. Mas eu sempre procuro dar um diferencial de qualquer trejeito comum ou normal que qualquer pessoa possa ter. Isso ajuda a prender a atenção do público na personagem.

É  difícil inventar situações novas sempre?
André:eu não diria difícil,mas sim trabalhoso.pois você tem que está sempre muito ligado em tudo que acontece ao seu redor. Ler muito, ficar ligado no que acontece na TV, no cinema e na internet. Pois material é o que não falta, só que você tem que saber transformar essa avalanche de informações em comédia, e de uma forma que o público se identifique e sempre sabendo filtrar o que possa vir a ser agressivo, pois nem tudo é motivo de piada.

Qual a sua opinião sobre os novos humoristas que estão surgindo?
André:acho muito bacana essa levantada do humor nacional. Tem muita gente talentosa aparecendo. Posso falar até de alguns amigos que trabalharam comigo e que estão em destaque hoje, como: Fábio Porchat e Marcos Veras.
Eu só acho que tem muita gente que está entrando na comédia sem ter nenhuma base. Você ser engraçado em uma roda de amigos no bar, não quer dizer que você é um comediante e que já está preparado para fazer seu show de humor. Infelizmente é isso que está acontecendo. Muita gente está fazendo stand up sem ter condições para isso. E o que acontece? Esses "comediantes de roda de bar" acabam agredindo o público e sujando a imagem do gênero, que, diga-se de passagem, é um dos mais difíceis.

Você se inspirou em algum comediante para começar a carreira? Qual é seu ídolo na comédia e por quê?
André:a minha maior inspiração veio com certeza do meu conterrâneo e mestre do humor nacional Chico Anysio.
Ele é a maior referência que tive pra fazer humor. O Chico se tornou meu ídolo pela versatilidade em criar personagens totalmente diferentes um do outro. Pelo cuidado de criar uma personalidade única para cada um. Uma voz, um trejeito, uma alma. É por isso que ele é e sempre será o mestre do humor nacional.
  
Como você cria seus shows e como você se prepara para eles?
André:a criação de um show de humor requer um pouco de tempo e muito trabalho. É um desafio você escrever um texto que venha a fazer uma platéia de 300, 400 ou 500 pessoas rirem durante quase 2 horas de espetáculo. Procuro sempre ter muito cuidado e tentar sentir o que é cômico para mim, e o que é cômico para o público, pois nem sempre o que eu acho engraçado o público irá achar também.
A preparação é bem simples. Não costumo ter nenhum "ritual" especial antes de me apresentar. Apenas gosto de ficar sozinho, sem barulho para poder me concentrar antes de subir ao palco.


E qual sua opinião sobre a comédia na TV brasileira?
André: acho que os programas de comédia da TV brasileira têm uma qualidade muito boa, porém acho tudo muito parecido. Os formatos são praticamente os mesmos. É claro que tirando um ou outro programa.
Sinto falta de mais ousadia por parte dos idealizadores em fazer algo realmente diferente e que venha a impactar e marcar a comédia televisiva nacional.

Qual a sensação de seu espetáculo "Franquia de Comédia" ser eleito pelo circuito carioca de humor, como o melhor show solo de humor de 2010 do rio de janeiro?
André:é simplesmente fantááááááááááááástica! Sensação de dever cumprido! É quase um orgasmo cômico,se é que isso existe?! Bem, dependendo do parceiro ou parceira existe sim! (rsrsrsrsrs!).
Eu só tenho a agradecer a crítica, a classe humorística e principalmente ao público. Pois foram eles que tornaram esse prêmio possível. Espero poder continuar alegrando essa cidade e esse povo que acolheu tão bem.
  
E quais seus novos projetos?
André:os projetos para 2011 são de muitas viagens com os shows,a minha volta para TV e uma mudança no franquia, onde pretendo inserir mais um personagem,mas quem quiser saber que personagem é esse vai ter que assistir a temporada 2011 de "Franquia de Comédia", que deve dar início em janeiro no teatro Ipanema.

sábado, 6 de novembro de 2010

Entrevista com Vera Fajardo


Ao Lado de Um Homem De Sucesso Sempre Existe Uma Grande Mulher
Apesar de muitas mulheres suspirarem pelo ator José Mayer, há muito tempo apenas Vera Fajardo é dona de seu coração. A atriz Vera Fajardo nasceu em Belo Horizonte, MG e já atuou em 40 peças de Teatro como A Tartaruga de Darwin, 3 Maneiras de se Dançar um Tango, Obscena Senhora D, Pervesidade Sexual em Chicago, George Dandin, Baal, Há Vagas para Moças de Fino Trato e Relicário de Rita Cristal. No cinema, atuou em Idolatrada e A Mulher do Desejo. Na TV sua participação foi na novela Bicho do Mato, da TV Record, em 2007.
Kalísley - Como conheceu José Mayer?
Vera Fajardo - Em uma peça de Molière chamada Gerges Dandin em 1970
K- Realmente não sente ciúmes de José Mayer?
VF - Não, mesmo. Sei que rola essa curiosidade das pessoas pelo fato dele representar personagens sedutores, que mexem com a libido das mulheres. E ciúme é um sentimento chato prá...
K - Qual o segredo de um casamento feliz e duradouro?
VF - Não existe receita, um casamento longo é feito de alegrias, mas também de algumas renuncias, a escolha está em nossas mãos.
K - Você gostaria de fazer mais participações na televisão?
VF - Quando me mudei para o Rio foi pensando em fazer, sobretudo televisão, não aconteceu pra mim como para o Mayer. Fiquei deprê algum tempo, mas a maturidade está em compreender que cada um tem seu caminho e hoje tenho muito orgulho dessa carreira independente que trilhei com atriz e produtora da maioria de meus espetáculos.
K - Você atua em muitas peças de teatro. É fácil fazer teatro hoje em dia?
VF - Cada vez mais difícil, pois como disse de forma brilhante Camila Amado " antigamente as pessoas faziam teatro para ganhar dinheiro, hoje elas tem que ganhar dinheiro  para fazer teatro". E os patrocinadores, cada vez mais preferem atores que já tenham uma mídia espontânea.
K - Qual trabalho foi mais importante em sua carreira?
VF - Penso que a decisão de fazer parte do grupo Casa da Gávea, em 92. A partir dali pude pensar muito mais como artista que só como atriz. Ali é meu espaço de experimentação, na companhia de amigos queridíssimos.
K - Qual personagem que mais se identificou em fazer?
VF - A Marly, do espetáculo "O Homem Que Viu O Disco Voador" de Flávio Márcio com direção de Aderbal Freire Filho.
K - Como foi a experiência de sua primeira direção em A Prova de Fogo? Pretende continuar dirigindo?
VF - Foi um trabalho de extrema alegria prá mim. Só ali descobri que já sabia algumas coisas a respeito do meu ofício. Já tinha dirigido muitas leituras, mas nada se compara com o mergulho na dramaturgia. Em “A Prova De Fogo” de Consuelo de Castro, encontrei material de grande voltagem emocional, diálogos vivos, o que facilitou, pois um bom texto é o melhor ponto de partida.  Quero sim continuar dirigindo, aliás, acabei de dirigir um trabalho do qual me orgulho muito também. O desfile da Blue Man para o Fashion Rio, coleção 2011.
K - O que ainda pretende alcançar em sua carreira?
VF - O que todo artista quer é ter trabalho sempre. Só na seqüência dos trabalhos é que afinamos nosso instrumento.
K - Quais seus novos projetos?
VF - Achar uma peça bastante boa para fazer com meus amorecos de "A Prova de Fogo".

Vera Fajardo e José Mayer são casados desde 1975 e têm uma filha chamada Júlia, que é atriz de teatro.

domingo, 31 de outubro de 2010

Kalísley entrevistou José Mayer, ator mineiro galã das novelas da Globo.
Na televisão atuou em diversas novelas e minisséries, como Viver a Vida, A Favorita, Páginas da Vida, Mulheres Apaixonadas, Esperança, Presença de Anita e Laços de Família. No cinema com participações em filmes como Divã, Royal Flush, Bufo & Spallanzani e Ação Entre Amigos. No total são 20 novelas, 4 minisséries e 16 filmes.

Kalísley - Com que idade começou sua carreira de ator? E por que optou por essa profissão?
José Mayer - Minha estréia no teatro foi na peça "SE CORRER O BICHO PEGA SE FICAR O BICHO COME", de Oduvaldo Viana Filho, em outubro de 1968, em Belo Horizonte.  Entre o magistério e o teatro acabei escolhendo o segundo porque ele atiçava a minha paixão.
K- Em que ano chegou ao Rio de Janeiro? E como se estabeleceu aqui?
JM - Cheguei ao Rio em 1979 e tive um 1980 horroroso. A partir de 1981 comecei a ter as primeiras boas oportunidades no teatro, mas na televisão só consegui chegar pra valer em 1983, com "BANDIDOS DA FALANGE", de Aguinaldo Silba
 K- Sente falta do magistério?
JM- Não. Alunos são piores que qualquer platéia.
K -Qual é a sensação de já ter ganhado diversos prêmios de melhor ator como o Prêmio Contigo de melhor ator por Senhora do Destino e o  Troféu Imprensa de melhor ator por Tieta?
JM - Não são tantos prêmios assim.

 K - Qual personagem de TV  mais marcou sua carreira?

JM – “O Comissário Mattos, personagem de AGOSTO”, foi um trabalho inesquecível.

K - Na vida real é tão galã como nas novelas?
JM - Fiz personagens galãs e levei a fama de pegador.  É pura ficção.

K - Tem vontade de fazer um papel totalmente diferente de você?
JM - Qualquer ator adora o desafio de fazer trabalhos diferentes. Mas a televisão tem a tendência de nos reutilizar na mesma função. É muito chato.

K- Quais seus próximos projetos de trabalhos na televisão e no teatro?
JM - Estou de férias pra valer, muito ócio e viagens, plano nenhum.
K - Quais os objetivos que ainda pretende alcançar em sua carreira?

JM - Objetivo na carreira?  Deixa isso pra lá. Gosto mesmo é de me deixar surpreender.

Ao longo de sua carreira, ele interpretou homens muito sedutores, que namoraram beldades como Helena Ranaldi, Vera Fischer, Danielle Winits, Juliana Paes e Taís Araújo.

Prêmios: