sexta-feira, 17 de junho de 2011

I Mostra de Cinema Universitário

I Mostra de Cinema Universitário

Visando a estimular e a divulgar novos talentos do Cinema, pela primeira vez o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho (mais conhecido como "Castelinho do Flamengo") promove, em parceria com o Grupo Guapos de Teatro, sua Mostra de Cinema Universitário. Reunindo 67 estudantes de Cinema e 59 produções, a Mostra fica em cartaz até 3 de julho e tem entrada franca.
Filmes e documentários sobre diversos assuntos vão alimentar a alma dos visitantes do Castelinho, que terão a oportunidade de ver o novo cinema produzido por jovens estudantes projetado nas paredes. A primeira universidade carioca parceira do projeto é a Estácio de Sá. Os curtas-metragens produzidos pelos alunos de cinema da instituição serão apresentados diária e simultaneamente. 
Serviço:
Mostra de Cinema Universitário – Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho (Castelinho do Flamengo) em parceria com o Grupo Guapos de Teatro
Local: Praia do Flamengo, 158. Tel.: 2205-0655
De terça a domingo, das 10h às 18h
Temporada: 07 de junho a 03 de julho
Classificação: livre

Mais informações: www.grupoguapos.jimdo.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Entrevista com Paulinho Serra


Humorista Paulinho Serra comenta sua trajetória de sucesso 

Um dos melhores humoristas da atualidade, Paulinho Serra foi entrevistado por Kalísley Rosinski, e comenta sua carreira de sucesso. Atualmente ele comanda o programa Quinta Categoria da MTV e é um dos integrantes do Comédia MTV. No teatro atua e dirige o grupo de humor Deznecessário, além de ser um dos pioneiros do stand-up comedy no país.

Paulinho começou sua carreira nos bastidores do teatro infantil onde fazia contra-regragem de uma peça. A partir daí se apaixonou pelo teatro e está nele até hoje com uma trajetória de sucesso. Sua inspiração tanto na vida como na comédia é o mestre Chico Anysio: “e nem preciso falar por que. Não existe um ator brasileiro melhor que ele”, diz Paulinho.
Em 2007 interpretou o Reportér Chorão e o Traficante Gay no Programa Pânico na TV da Rede TV, onde foi convidado após ter concedido uma entrevista ao Programa Pânico, da Rádio Jovem Pan. No ano seguinte participou da novela Duas Caras como o professor de sociologia argentino Ignácio Guevara e das novelas Pé na Jaca, Beleza Pura e Malhação da Rede Globo, porém acredita ser mais reconhecido pelo personagem Traficante Gay do que pelo professor Guevara.
Mesmo assim ao ser questionado sobre sua experiência em ter sido um dos integrantes do Pânico na TV, Paulinho dispara: “Foi sofrível, a maior parte do tempo não vesti a camisa em nome do Deznecessarios e isso me prejudicou muito”. Sobre a sensação em comandar o programa Quinta Categoria na MTV, Paulinho comenta: “Me lembro sempre da importância de eu ter  pedido demição do Pânico e ter focado no Deznecessarios”.
No cinema participou do filme "Os Normais 2", com Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres.  Ter um programa só dele, é um dos objetivos que ainda pretende alcançar em sua carreira.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Entrevista com Marcio Kieling

Marcio Kieling comenta sua carreira em frente e atrás das câmeras

Kalísley Rosinski entrevistou o ator gaúcho Marcio Kieling. Na TV ele interpretou o Perereca em Malhação, e participou de outras novelas da Rede Globo como  Desejos de Mulher, Agora É Que São Elas, Pecado Capital e apresentou durante três anos o programa Globo Ciência, na Rede Record em Bicho do Mato, Amor e Intrigas, Poder Paralelo e A História de Ester além de Os Ricos Também Choram do SBT. No cinema Márcio viveu o cantor Zezé di Camargo em 2 Filhos de Francisco, Gatão de Meia Idade, Vingança, Dores e Amores e Tolerância ao lado de Maitê Proença e Roberto Bontempo.



Kalísley Rosinski: Com iniciou sua carreira artística?
Marcio Kieling: Foi em Porto Alegre em 95 quando comecei fazendo publicidade, fiz alguns comerciais, num deles fui o protagonista e gravei durante 3 dias, a produção parecia de cinema, e foi ali que decidi investir na carreira de ator. Entrei em um curso de teatro, na qual meu tio fazia e me patrocinava, fazia alguns cursos livres, e fui em um, que diretores de Malhação me viram e me chamaram para integrar o elenco de apoio de Malhação, em 1997. 

KR: Como surgiu a oportunidade de participar da Oficina de Atores da Globo?
MK: Quando já morava no Rio, eu sempre quis fazer a oficina, pois sabia que muitos atores consagrados tinham saído de lá.
Todo mundo falava que precisava de um Q.I ,famoso "quem indica", então foi aí que pedi para o diretor de Malhação me indicar. Foi quando cheguei nos Recursos Artísticos da Globo e disse que tinha uma indicação, mas me informaram que não se tratava de ter indicação ou não, e sim  teria que fazer teste de qualquer maneira. Eu fiz o teste é graças a Deus eu passei. Foi uma grande escola para mim, pois eu era novo, não tinha muita experiência, e por isso não tinha vícios de interpretação. Acabei fazendo duas vezes a Oficina, pois o Tônio Carvalho, diretor, é uma pessoa de extrema sensibilidade e sabia quais os atores que já estavam prontos para o mercado, o que não era meu caso.Rs

KR: Considera que sua carreira é marcada como antes e depois do filme 2 Filhos de Francisco?
MK: Guardo um carinho enorme por todos os personagens. Mas é claro que tem uns que marcam mais e outros menos. Tive a chance de fazer personagens bons, no começo com o Perereca, onde pude brincar com um adolescente inconseqüente. Claro que para um ator que vem da Malhação, um produto que muitos atores acabam passando, nem todos conseguem mostrar sua diversidade no trabalho. O filme 2 Filhos de Francisco foi uma chance de mostrar um algo a mais, por ser um personagem ou melhor uma pessoa  real,presente,  um ídolo, o desafio era maior pois eu tinha a aprovação ou não do próprio e também por parte dos fãs dele. Fazer cinema, onde você pode se entregar e viver aquele personagem, faz o trabalho ficar muito mais interessante, agradável e gostoso de fazer.       

KR:Como foi se despir do ego e da vaidade tendo que raspar o cabelo e ficar barbudo, para viver o personagem Eunnuco, da minissérie A História de Ester?
MK: Um ator tem que estar preparado para qualquer personagem, independente de suas características físicas ou psicológicas. Quando escolhi a carreira de ator já sabia que passaria por transformações para viver personagens de diferentes caracterizações. Sou bem resolvido comigo mesmo Já fui loiro, cabeludo, índio, careca e velho.   Nos meus trabalhos nunca tive vaidade e sempre pensei que eu dia faria um personagem que rasparia o cabelo. Confesso que um Judeu eunuco não era o que eu esperava. Mas foi um desafio, e acredito que quanto maior o desafio maior a vontade do ator em superá-lo.  

KR: Sei que faz faculdade de cinema. Você pretende trabalhar por trás das câmeras também no futuro?
MK: Fazer faculdade de cinema faz com que o leque de opções se amplie além de saber como funciona uma produção  onde o ator é uma peça fundamental. Gosto da fotografia da parte da montagem e da direção, o futuro é agora. Já estou me arriscando por trás das câmeras.

KR: Você viajou para Nova York para rodar o curta metragem Vertigens do Tempo, em que assina a direção.  Como foi essa experiência?
MK: Tenho uma receita de aproveitar situações verídicas para virar filme. Fiz um curta metragem nesses moldes, que se chama "Um dia de Mané". Onde aproveitei uma situação que iria jogar futebol no Engenhão.
À princípio essa viagem para NY  eram somente à passeio mas como eu ficaria lá uns 10 dias comecei a pensar que poderia fazer um filme. E fiz. Aproveitei essa viagem e fiz um roteiro chamado "Vertigens do Tempo". Precisei da colaboração de alguns colegas da faculdade aqui no Brasil, lá em NY, meu pai que é fotografo fez a câmera, e eu e minha namorada que também é atriz atuamos. Foi bem interessante pois tive a oportunidade de dirigir e atuar ao mesmo tempo, o que é uma tarefa bem difícil. Estou finalizando ainda, o que posso adiantar que vai ser um projeto bastante ousado. 

KR: Pretende investir na carreira de diretor?
MK: Ainda preciso estudar muito para virar diretor, para isso tem etapas a serem passadas. Estou fazendo isso, primeira coisa e me formar. Depois seria preciso ser assistente de direção. É claro que estudando cinema faz aguçar esse lado de se auto produzir. Já estou fazendo isso, gosto de edição, fotografia e direção. Vou fazendo meus pequenos projetos até aprender e depois me arriscar a vôos mais altos.   

KR: Como é participar do Planet Globe, time de futebol de artistas que fazem partidas beneficentes?
MK: Com a Planet Globe pude realizar muitos sonhos futebolísticos, já fiz gol no maracanã, já fui campeão mundial de futebol na Rússia, já joguei com Zico, Socrates, Dinamite e muitos outros.
Poder jogar futebol, uma coisa que eu adoro, com amigos, e por uma causa, não tem gesto mais gratificante. A Planet Globe é uma família onde tenho muitos amigos onde nos reunimos toda quarta no Clube Federal para uma "pelada" e depois aquele tradicional chopinho.

KR: Qual a sensação de ter participado do desfile da escola de samba Aliança de JoaçabaSanta Catarina, como destaque de uma das alegorias no enredo que falava sobre o chimarrão?
MK: Caramba!!Como você sabe disso??Pra falar a verdade esse foi um dos trabalhos que fiz no carnaval, um daqueles que você chega na cidade à tarde faz o trabalho à noite e vai embora no dia seguinte. Não tem como se envolver, nem sabia que fui destaque de alegoria chamado chimarrão, agora que soube, gostei, pois estava na ala certa, dos gaúchos.
 Sensação única foi esse ano que desfilei na mangueira no dia das campeãs, onde aproveitei e fiz um filme "Samba é o melhor Remédio".

KR: Quais objetivos que ainda pretende alcançar em sua carreira?
MK: Meu principal objetivo é poder viver e me sustentar com meu trabalho, é claro que espero desafios e bons personagens e também continuar fazendo as "minhas" histórias.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Entrevista com Ricardo Pavão



Kalísley entrevistou o ator, cantor, músico, diretor de televisão, diretor de teatro e diretor musical, Ricardo Pavão. Na TV já atuou em diversas novelas e minisséries da Rede Globo como Passione, O Profeta, Bang Bang, Cobras & Lagartos, Belíssima, A Casa das Sete Mulheres e atualmente faz uma participação em Malhação e na Rede Record, como Bela, a Feia e Chamas da Vida. No cinema seu último trabalho foi em Tropa de Elite 2.

Kalísley: Como iniciou sua carreira de ator?
Ricardo Pavão: Por acaso, tocava em uma peça e um dia um ator faltou e de tanto ver eu sabia o papel, entrei e o substituí.

KR: Qual a diferença de atuação no teatro e na televisão? E qual você mais gosta de fazer?
RP: No teatro a história é contada inteira durante o decorrer do espetáculo e, portanto você como ator vivencia em uma hora e pouco, toda a gama de emoções, sentimentos e inteligências do personagem, não sendo tão fragmentado como na TV, outra diferença é que no Teatro, o corpo do ator é muito mais solicitado a expressar, já que não tem “close” pra você resolver no olhar, Ih! As diferenças são muitas
Gosto de fazer os dois igualmente.

KR: Como começou sua parceria musical com Chico Buarque?
RP: Como quase tudo na minha vida, por acaso.
Eu fazia parte de um grupo de Teatro Infantil, e éramos bem conhecidos no meio Infantil e de alguma maneira nos especializamos em fazer adaptações de livros infantis. Pois bem o Chico Buarque lançou um excelente livro para crianças chamado “Chapeuzinho Amarelo” o Zeca Ligiero que hoje dá aula na Unirio, participava desse grupo e fez uma adaptação para Teatro do livro. Eu e Chico lá fizemos as músicas a partir do texto do livro e o interessante é que não mudamos nem acrescentamos uma palavra ao que estava escrito, foi um exercício de composição bem interessante.
A peça ganhou todos os prêmios infantis do ano e até virou um disco, um disco de vinil que na época não existia CD.
O Chico Buarque viu, ouviu e disse que gostou.

KR: Como diretor e produtor, gostaria de saber quais trabalhos mais importantes que dirigiu e produziu?
RP: Nossa!  Isso é muito complicado de responder, porque vou esquecer-me de algo com certeza, Talvez como diretor toda a série de espetáculos que fiz fora do Brasil na Itália e em Portugal sobre cultura Brasileira, como ator o espetáculo de maior sucesso talvez seja o “Cabaret Valentim” a primeira montagem, mas o que mais gostei de fazer em Teatro fechado foi o grande fracasso “Morrer pela Pátria” um estudo sobre o Fascismo no Brasil e encenada no Teatro Vila Lobos.

KR: E qual o papel mais significativo que já realizou como ator?
RP: Acho que o que mais gostei de fazer foi o delegado de “Chamas da Vida”, me diverti muito fazendo.


KR: Como surgiu a idéia do produzir o CD “Colado na Alma”? As músicas são de sua autoria?
RP: Repetindo-me, foi também por acaso, comecei a gravar umas músicas sem a menor pretensão e algum tempo depois (anos depois) tinha um CD nas mãos, só restou editar e prensar.

KR: Como começou a banda “osKaraveYo”?
RP: Na verdade não foi por acaso, mas foi muito naturalmente... Nós tocávamos juntos principalmente eu e o Bida Nascimento e o Sergio Meireles, há muitas décadas, mas sempre em trabalhos dos outros ou em encomendas, peças, etc.., Nos fizemos juntos um grande Bandão a “SouRio” que fazia uma mistura de Bossa Nova, Soul, Samba Duro e Rock, algo que hoje está muito na moda, esse balanço Seu Jorge, Simoninha e por aí vai. Mas a Banda tinha 13 pessoas só de percussionistas tinha fixo 06, e às vezes nos apresentávamos com 30 elementos.
“Era difícil paca vender um Show, a banda acabou e nós três resolvemos fazer um trabalho mais acústico, mais cantado, mais “Crosby, Still and Nash” e assim pintou OsCaraVelho” e depois por questões de patente de nome artístico tivemos que mudar par “osKaraveYo” com esse KY safado assim mesmo.
E claro a razão do nome é que somos todos acima de 50 anos, somos uns velhinhos bem sapecas, nosso show a gente define como “Rock de Mesa” ou “Roda de Blues”, onde o que vale é a festa já a música nem tanto...

KR: Você tem feito muitos shows?
RP: Toda semana graças a Deus. Principalmente na praia da Macumba ao ar livre ali no quiosque do RUBINHO, próximo a rua 5W quase no fim das praias do Rio, um ponto lindo e cheio de boas vibrações, coisa antiga esse negócio de vibração, né...

KR: Quais os objetivos que ainda pretende alcançar em sua carreira?
RP: Como acho que já deu pra perceber, não faço muitos planos na carreira não, prefiro seguir os acontecimentos sem muitas expectativas, mas gostaria de trabalhar na abertura da Olimpíada, pois tenho muitos trabalhos desenvolvidos fazendo grandes espetáculos na linguagem Etnocenológica. Um teatro do movimento e não da palavra que às vezes é muito restritiva.

KR: E quais seus novos projetos?
RP: Comprar uma casa de frente para o mar... E ficar vendo as ondas e o vento.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Entrevista com Alexandre Carlomagno

O ator Alexandre Carlomagno comenta sua carreira

Começou no teatro no interior do Paraná em 1997. Já no Rio estudou no TABLADO e se formou em Jornalismo na Universidade Gama Filho. Na TV, participou da novela O Clone e de alguns episódios de Linha Direta, Zorra Total, Caras e Bocas e Turma do Didi da Rede Globo, além de Floribella na Bandeirantes. Também participou do programa A Casa dos Artistas - Protagonistas de Novela, do SBT. Comenta que A Casa dos Artistas, foi um divisor de águas em sua carreira. Era um programa direcionado para atores, pois tinham aulas de interpretação, canto, dança e circo, também aulas com o Paulo Autran, Nilton Travesso entre outros. Foi um reality, com uma proposta diferente dos que estamos acostumados a assistir. Tinha um propósito de carreira, onde Alexandre foi finalista e recebeu como prêmio uma participação na novela Esmeralda. “Foi inesquecível. Já havia participado de vários espetáculos de teatro e feito algumas participações em novelas, mas após o programa, foi que consegui ter meu primeiro contrato na televisão e papeis mais consistentes” diz Alexandre. Ainda no SBT atuou na novela Cristal onde foi recordista de cartas da emissora e no programa humorístico Sem Controle.
Acredita que teatro e televisão são linguagens completamente diferentes. “No teatro você tem o calor humano, a resposta imediata. Na tv o ambiente é mais frio. É uma industria, com muitas coisas envolvidas. Minha paixão e preferência é pelo teatro. Acho que o lugar do ator é no palco. Isso não significa que não gosto de televisão, ao contrário. Como disse, é outra linguagem, e também sou apaixonado. Tem seus encantos. Acho fantástico e mágico” revela Carlomagno.
No Teatro, Alexandre já atuou em mais de 10 espetáculos, e fica emocionado ao lembrar-se de quando ganhou o premio de ator revelação do festival do Paraná em 1999, com o espetáculo '' A Casa do Terror'' do João Luiz Fiani, um dramaturgo de Curitiba.
“Ser pai é um amor simplesmente incondicional. Só quem realmente passa por essa experiência, entende isso em sua maior amplitude. Estou vivendo cada momento disso, indescritível” revela Alexandre sobre seu primeiro filho de um ano de idade.
Seu novo projeto para o teatro é o espetáculo ''Memorias de Embornal'' que terá a direção do Jackson Antunes. Foi uma peça que o Jackson fez há muitos anos. “Um monólogo fantástico e emocionante. Ele me convidou para fazer esse texto e aceitei imediatamente” diz Alexandre que com esse espetáculo pretende viajar pelo Brasil.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Entrevista com Taty Gomes

Taty Gomes, da ex dupla funk “A Princesa e o Plebeu” comenta sua carreira solo

Comemorando cinco anos de carreira, Taty Gomes tem o perfil um pouco diferente das funkeiras que estamos acostumados ver por aí. Ela é nascida e criada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro e é formada em psicologia e pós graduada pela Faculdade Federal do Rio de Janeiro em terapia de família. Porém decidiu largar sua profissão e seguir sua vocação. Contou para o Jornal Zona Sul que tudo começou com uma brincadeira quando estava assistindo um show de funk em uma boate da Zona Sul, quando comentou que iria começar a cantar funk em tom de brincadeira, porém tinham produtores do meio funk no local e quando ouviram o que falou, gostaram da idéia. No dia seguinte marcaram uma reunião, foram para estúdio, testar sua voz, buscar repertório e aí a brincadeira virou coisa séria.
Após ter desfeito a dupla “A Princesa e o Plebeu”, Taty segue carreira solo, e já gravou uma musica com o amigo Daddy Kall que inclusive está produzindo outra música nova da cantora, que é de autoria dele também, o nome é "Ele treme comigo". Taty já fez duas turnês pelos EUA, mas comenta que a última foi mais especial por já estar com a carreira solo e ter conhecido Las Vegas. Em 2010 fez uma maratona de mais de mil apresentações, e diz que vem muito mais para 2011.
Ela também é mãe de família, e tem dois filhos. Contou que o filho de 11 anos sofreu um pouco no começo porque estava acostumado com a mãe psicóloga, mas que hoje já entende e sente orgulho, faz questão que ela cante nos seus aniversários. Ela que também já foi capa da Revista Playboy diz: “conversei bastante com ele, preparei a cabeça dele, para entender que era um trabalho bacana e que era para benefício da nossa família. Ele entendeu. Tenho sorte, meus filhos são especiais e a menorzinha de 5 anos é toda orgulhosa da mãe.”
 Como psicóloga trabalhou por três anos atendendo em consultório particular além do estágio dentro do Instituto de Psiquiatria da UFRJ. “Eu amava o que fazia. E acho que fazia bem viu (rsrs)? Mas depois que subi no palco pela primeira vez, o meu lado narcisista falou mais alto que o de psicóloga e aí acabei optando pela música. Às vezes sinto falta sim”, confessa Taty Gomes, que acha fascinante trabalhar com pacientes psiquiátricos e aprendeu muito com eles, mas o carinho que recebe dos fãs, a energia que sente no palco é tão mágica que tem certeza que fez a opção certa e é muito feliz hoje fazendo o que faz.
Até o meio do ano promete estar com o CD solo pronto, pretendendo viajar ainda mais o Brasil, e depois gravar seu DVD ao vivo.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Entrevista com BRita BRazil

BRITA BRAZIL FALA DE SEU PERSONAGEM FLORA PRÓPOLIS NA ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO E SEU NOVO TRABALHO

  Márcia Brito ou BRita BRazil como prefere ser chamada é atriz, cantora, compositora,
bailarina, poeta, modelo, defensora da natureza, animais e da cultura indígena. Na TV, participou dos programas Viva O Gordo, Chico City, Os Trapalhões, Sítio do Pica Pau Amarelo, Turma do Didi dentre outros. Ficou conhecida com a personagem Flora Própolis do programa de televisão "Escolinha do Professor Raimundo" e já foi apresentadora do Fantástico. No Teatro já atuou em 9 espetáculos teatrais. E no cinema em quatro filmes.

 
Começou sua carreira artística como modelo, sendo a primeira top model do Brasil, e com mais trabalhos realizados. Aos 13 anos conheceu um índio de 6 anos em Araruama, no qual ficou muito interessada, então começou a ler sobre a cultura indígena ficando apaixonada. Para ela era fácil fazer fotos e comerciais, pois queria ter mídia e fama para pode falar mais sobre os índios. Depois começou a estudar dança e atuação, levando assim muito da história dos índios pra mídia. BRita revelou que até hoje dorme em rede e come em cuia.
 
No monólogo “Versos em Movimento” escrito e dirigido por BRita , é um resumo de tudo o que faz, onde canta e dança durante a peça. Sendo um trabalho de grande realização profissional: “é muito prazeroso escrever pra si mesmo. Esse espetáculo fala sobre amor, ecologia e planeta. Você sai em estado de paz, elevação do seu melhor, como se fosse um sonho em camera lenta” conta Brita que pretente voltar em cartaz aqui no Rio.
 
Hoje se considera uma ativista da luta a favor da natureza, direitos dos animais e cultura indígena. Acredita que a natureza e os animais são melhores que os humanos, pelos requintes de maldade e estratégias dos homens em relação aos outros seres, sendo que o ser humano é que está atrapalhando tudo por ser mais atrasado e inferior.
 
Apesar de ter sido destaque do Carnaval 2010, na Porto da Pedra, homenageando o estilista inglês MCQUEEN, onde achou impressionante e de emoção incrível diz não ser carnavalesca e que não pretende desfilar novamente.
  Acredita que o trabalho mais relevante em sua carreira artística foi Flora Própolis da Escolinha do Professor Raimundo, pelo reconhecimento que teve do público e nos conta como teve essa oportunidade. BRita já trabalhava na Globo nos Trapalhões e em diversos programas da Rede Globo,  quando foi convidada pra fazer uma peça de teatro chamada “Plumas e Paletós” onde faziam a Escolinha, com Nizo Neto, Tássia Camargo, Rogério Cardoso e Plonka,  com direção do Chico Anízio. Durante a temporada começou a namorar com Nizo Neto, filho de Chico Anízio. Depois de casada com Nizo em um almoço de família, Chico Anízio disse que estava com dor de cabeça e ela indicou um chá, e exercícios, coisas naturais, então ele disse: “Viva a Natureza” e assim surgiu a idéia de escrever a personagem Flora Própolis para BRita, sendo assim esse seu bordão.

BRita conta que o problema em fazer televisão é a publicidade, que gera o consumo exagerado. Pois os atores são pagos pelos comerciais que geralmente são contribuidores da destruição do nosso planeta. Admite que seria mais fácil voltar à televisão se não tivesse essa consciência ecológica. Porém diz que ainda precisa e deseja alcançar a fama novamente, mas através da música, para assim poder ter uma voz mais ativa na sociedade e ser porta voz de coisas boas através da arte.
  Seu novo projeto trata-se de seu terceiro CD a ser gravado totalmente em inglês, todas as músicas de composições da própria BRita, sendo jazz, blues e bossa nova. O CD será gravado aqui no Brasil e nos Estados Unidos, onde pretende lançar no final de abril seu CD e depois vir novamente para o Brasil divulgar sua música.
 
Dia 26 de Janeiro fará um show intitulado “ATREVIDA”, sendo voz e violão, onde já pretende começar a divulgar suas novas músicas.
 
 
Para saber mais informações sobre BRita BRazil: www.britabrazil.com
  E para quem quiser rever ou então conhecer o trabalho de BRita, a Escolinha do Professor Raimundo está sendo reprisada todas as noites às 20:30 na TV Viva.